sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mais um mês.



Mais um mês se passou.

Como é rápido! Sempre ouvimos isso de outros pais e mães mas quando "estamos dentro" é que sentimos a rapidez.

Ainda lembro da minha menina na maternidade. Toda pequenina, enrugada, inerte, com movimentos involuntários, espasmos engraçados...

De lá para cá, muita coisa já aconteceu. Já aprendemos muito junto com a Leila.
Hoje ela está muito bem. Dorme muitas horas seguidas, está mamando direitinho, não faz manha para nada... Sinceramente (não é papo de pai coruja) a Leila é um anjo.

Ela está sendo muito paparicada pelos avós (não entendam mimada) e muito amada por todos que a conhecem, já que ela é super simpática e vai com qualquer pessoa.
As dorzinhas abdominais estão diminuindo e daqui alguns dias, tenho certeza que ela não sentirá mais nada.

Cada dia que passa, a Fê descobre uma coisa nova na nossa menina.
Seja um movimento, um som, uma posição. E o bacana é que estamos tentando registrar com fotos tudo que acontece. Temos mais de 1500 fotos, que dá uma média de 24 fotos/dia.

A tecnologia tem ajudado bastante a gente a se virar. Temos planilha para o controle de peso e altura, planilha para controle de fraldas, babá eletronica, aparelho para acalmar, programa para controle de horários, cadeira de balanço motorizada... Sei que é um pouco demais mas já que existe a tecnologia, vamos utilizá-la.

Daqui 26 dias, será um "divisor de águas" pois ela fará 3 meses. Sempre lí que a partir desta data, muita coisa vai mudar. E para melhor.
Estamos vivendo dia após dia, curtindo e amando muito nossa menina.

Te amo, Leila.

sábado, 21 de maio de 2011

1 Mês

Ontem a pequena Leila completou 1 mês aqui do lado de fora.

Ela não interage conosco de forma consciente e voluntária mas mesmo assim é uma delícia tê-la aqui e acompanhar sua evolução. Cada dia que passa uma nova expressão é feita ou um novo gesto ou um novo som ou um novo espasmo muscular. Não há rotina pois todos os dias são diferentes.

Já estou um pouco mais seguro mas continuo com algumas dificuldades. Trocar de roupa é uma delas. Eita coisa difícil. A Leila não pára de se mexer, dá medo de machucar seus braços e pernas fininhos, a roupa fica toda torta, eu despenteio ela toda, enfim, é uma coisa muito complicada. Já consigo dar um banho rápido e eficiente para que ela não passe muito frio. A alimentação também está sendo uma de minhas especialidades. Já criei rotinas e técnicas para que a mamadeira fique na temperatura certa o mais rápido possível. Tudo para minimizar a choradeira, pois quando ela está com fome, sai da frente, parece que nunca comeu na vida...

Também já consegui perceber a preferencia dela para dormir e estou montando seu berço o mais aconchegante possível e isso está rendendo alguns minutos a mais de sono para nós.

Ela foi ao pediatra ontem e está tudo bem. Engordou mais que o esperado, está com os reflexos bons, foi vacinada. Está tudo certo com nosso amorzinho. Ela está com 50 cm e 3.550 kg, ou seja, cresceu 3 centímetros e engordou 850 gramas.

O balanço deste primeiro mês considero muito positivo pois não é fácil esta vida de pai fresco. São várias mudanças e incertezas. Muitas vezes não sei o que fazer e os conselhos e a internet ajudam bastante mas o que sigo mesmo é minha intuição e meu achismo. Mas tudo o que é ruim é compensado quando a pequena me olha nos olhos ou solta uma risada.

Te amo, filha.

sábado, 7 de maio de 2011

17 dias.

Há 17 dias minha vida mudou muito.

Um amor incrível e inimaginável se apossou de mim. Claro que este amor já existia, mas depois de sentir o cheiro, a pele, o toque da Leila o sentimento se multiplicou em n vezes.

A rotina em casa virou totalmente. Desde o nascimento, entrei de férias e estou tentando ajudar a Fê o máximo que posso. Mas não é fácil...

A pequena tem que mamar a cada 3 horas e com isso o horário de descanso da Fê ficou muito reduzido já que antes da mamada, existe a troca de fralda, a preparação das tetas, a preparação psicológica, etc.

Esta semana a Leila começou a ter as "maleditas" cólicas. Da mesma forma que penso "para que raios" existem pernilongos, penso da cólica. Para que serve essa dor horrorosa? E o pior é que todas as informações que achamos na internet só dizem que não há o que fazer e, o pior, nunca descobriram o que é nem sua causa. As cólicas da Leila fazem-na dormir muito mal (e nós também). Ela dorme 30 minutos, começa a chorar por causa das cólicas, pegamos ela e ficamos mais 30 minutos até se acalmar e voltar a dormir. E o ciclo começa novamente.

Temos tido bastante paciencia pois sabemos que daqui a pouco esta fase passará e também porque VALE muito a pena tudo que a pequena faz... A cada dia é uma nova expressão facial, uma nova expressão corporal, um novo tom de choro. É uma delícia sentir e participar de cada um destes avanços e aprendizados da pequena.

Tivemos muita ajuda das vovós e do vovô na arrumação da casa, comida, dicas e conselhos e agradeço a todos sempre que posso. Muita gente já conheceu a Leila pessoalmente mas ainda esperamos a visita de muitos amigos e familiares queridos. Aos poucos a Leila conhecerá (e encantará) todos.

Esta semana comecei novamente a minha ida ao kung-fu e tenho saido de casa mais vezes mas minha cabeça fica nas meninas sempre que saio e quero voltar o mais rápido possível para matar a saudade. Só quero ver quando tiver que voltar ao trabalho...

Bom, vamos ver quando sobra um tempinho para postar novamente pois se não estiver muito cansado ou cuidando dela, vou estar olhando apaixonado para a minha menina.

Te amo, Leila.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Em casa.

Depois de 3 dias no hospital, chegou o momento de ir para casa. Com um novo pacotinho na bagagem...

No hospital, tínhamos os horários definidos para todas as atividades. Às vezes isso eram muito bom pois conseguíamos manter uma rotina, mas em outros casos era muito ruim pois a hora que a enfermeira entrava tinha que ser exatamente 10 segundos após a Leila cair no sono. E elas não tem a compaixão que os pais tem de seus filhos.

Meu amigo Giovanni disse certo dia que quando saímos da maternidade com nossa cria, o ato de dirigir torna-se algo muito demorado, cuidadoso e temeroso. E foi assim mesmo. A velocidade máxima que atingi foi de 50 km/h. E olha que nem tinha trânsito para justificar e por isso chegamos rapidamente em casa.

Apesar de estar em casa somente há 6 dias já estamos tentando nos adaptar a nova rotina. A Fê tem sofrido bem mais que eu e meu único objetivo agora é deixá-la o mais confortavel possível. Ela precisa suportar nossa filhota e eu preciso suportá-la. Para ajudar, a Fê baixou um programa de celular (Baby Care) que está sendo uma mão-na-roda para controlar os horários de cada tarefa (mamada, fralda, dormida, etc). Familia antenada é isso...

Já trocamos algumas fraldas, o que não é tão fácil no começo e eu ainda não estou tão seguro mas com o tempo melhoraremos. As mamadas são irregulares por enquanto pois nem mãe nem filha aprenderam como se faz. O banho é sempre regado a muito choro da pequena (até parece que é filha do Cascão e não gosta de água).

Já teve a cagada master-blaster, que saiu da fralda e esmerdeou a roupa, lençol e colchão. Já teve cocô e xixi na mão da mãe. Já teve o gorfinho no colo do pai. Tudo isso só aumenta a cumplicidade e amor entre pais e filhos.

Estamos na fase de estudar e aprender as reações, caretas e horários da Leila e aos poucos vamos nos adaptando. Ela ainda está na fase da rotina comer-cagar-dormir mas logo logo ela já vai começar a interagir mais conosco.

De qualquer forma, o amor que sinto é tão imenso que não dá para acreditar que em somente 6 dias já fiquei totalmente aPAIxonado pela Leila.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

20/04/2011

07:00 hs. Toca o relógio. Abri meus olhos, acordando de uma noite mal dormida.

A Fê já estava de pé, de banho tomado, mais ligada do que nunca. Coitada, tenho certeza que ela não dormiu nada.

Tomei banho e refleti um pouco. Chegou o dia de conhecermos nossa Leila. Começou a cair a ficha de verdade.

Pegamos o que faltava, pois quase tudo já tinha sido levado na noite anterior, e zarpamos para a maternidade. Como era véspera de feriadasso, achava que o transito estaria em sua normalidade caótica mas para meu espanto, chegamos em 25 minutos.

Na mesa de internação uma preocupação e desconfiança vieram quando a atendente disse: "não temos leitos disponíveis no momento". "Como assim?!?!?! Está tudo marcado e não há leitos?", disse a ela. "Não se preocupe, pai. Quando sua esposa sair do parto, o quarto estará pronto", ouvi como resposta. Após preenchermos as formalidades burocráticas, entramos na primeira sala torturante do dia. Antes de ir, porém, lancei um olhar de desconfiança para a atendente, que me retribuiu com um sorriso. Fiquei (um pouco) mais calmo.

Na 1ª sala torturante, nada de mais acontece. Ficamos sentados esperando um enfermeira chamar a Fê 2 vezes para início das atividades do parto. Só que nesta bendita sala, ficamos 1 hora e meia. O pior é que ninguém informa nada. Te "jogam" lá como um saco de batatas e você só pode fazer nada!

Na 3ª vez que a Fê, era hora de ir para o centro obstétrico (2ª sala torturante). Subimos para o 2º andar e a Fê foi para outra sala. Aí comecei a entender o significado de obsTÉTRICO. É muito tétrico ficar sozinho, sem saber o que está acontecendo, sem saber o que fazer, dá uma sensação tremenda de medo... Imediatamente me armei do celular. Mandei SMS para minha mãe e meus sogros e acelerei a vinda deles. Até fiz um pouco de pressão, confesso.

Também comecei a postar mensagens no facebook que nem maluco. Postava qualquer coisa e ficava esperando os comentários e os dedinhos curtidos. Isso me ajudou muito.

Após meus sogros e mãe chegarem, as coisas melhoraram um pouco e a agonia e ansiedade diminuiram um pouco. Minha sogra estava quase desidratada de tanto chorar, meu sogro estava firme e forte (por fora) e minha mãe elétrica pacas, para disfarçar a ansiedade. Eu só prestava atenção no alto-falante que anunciava os acompanhantes das parturientes. Chamaram um, dois, três, quatro pais antes de mim. Aí falaram o nome da Fê. Saí correndo e quase atropelei uma véia no corredor. Se soubesse para onde iria, teria usado os famosos passos de tartaruga.

Me mandaram para a 3ª sala da tortura. E essa meus amigos, é terrível. Uma enfermeira te dá uma calça, uma blusa, uma máscara, uma touca e um par de meias para sapatos. Te orienta o vestiário e fala para se trocar e voltar para a sala. Fiz isso em 1 minuto e 10 segundos e voltei para a salinha com 3 poltronas. Sentei em uma e esperei.

Esperei, esperei. Que cacete de sala. Depois de 40 semanas, ainda tenho que esperar nesta sala horrorosa????? O que aconteceu? A Fê está bem? Algum acidente?

Fiquei lá 15 minutos (contados no relógio).

Até que as 12:50hs me chamaram para entrar na sala de parto. Podemos chamar de 4ª sala da tortura (é que neste caso a tortura foi com a pança da Fê). Ví o médico com seu assistente mexendo dentro da barriga já cortada. A Fê estava calma, sem dores, serena. Isso me tranquilizou. 6 minutos depois de entrar...

A Leila nasceu.

Foi realmente uma sensação diferente de tudo que já senti. Todo o amor que eu imaginava ser impossível de existir, brotou e no mesmo instante se transferiu para minha menina. Fiquei olhando todo seu corpinho, os detalhes, as ruguinhas, o cabelão... e sei que fizemos bem nossa parte.

Ela nasceu com 2,920 kg, 47 cm, exatamente as 12:56hs do dia 20/04/2011. Neste momento também nasceram uma mãe e um pai. Apaixonados e encantados com sua cria.

Após os procedimentos de praxe, voltaram com a menina para perto de nós. Aí não deu mais para segurar as lágrimas que estavam escondidas no canto do olho. A ficha caiu de verdade!

Era minha menina que estava lá. Carinha de joelho, enrugada, inchada, vermelha. Mas toda linda!

Depois de paparicos limitados, saí da sala, me troquei e fui para fora. Minha preocupação inicial acabou pois o quarto estava, realmente, disponível. Tenho que aplaudir o pessoal que criou a logística das maternidades. Parece que é tudo cronometrado.

Entramos e arrumamos tudo para a chegada das minhas meninas. Minha mãe e sogra deram uma puta força na arrumação e decoração do quarto.

Conectei o note na rede e comecei a postar fotos, vídeos e mandar SMS. Quase pirei de tanta informação entrando e saindo. Mas acho que deu tudo certo. As pessoas ficaram sabendo de uma forma ou outra.

Ficamos no quarto até umas 16:00 hs e nada das duas chegarem. A Fê veio antes. Estava numa boa (para quem foi "torturada" na sala anterior). Depois chegou a Leila, já vestida com roupinha dela e toda linda. Aí começou o pega e passa e beija e vê pé e beija mão e choro...

Depois que todos foram embora (lá pelas 21:00 hs) ainda fizemos um monte de coisas: mamada, banho na Fê, curativos, remédios...

A enfermeira deve estar de saco cheio de minhas perguntas e preocupações mas não medirei esforços nem micos para que minha menina fique bem.

São 01:30 hs e estou finalizando este texto e deixei algumas coisas de fora pois senão ficaria muito maior do que já está.

Este foi meu dia. Um dia muito cansativo, desconhecido e temido mas com certeza o mais feliz de minha vida.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Era uma vez...

Era uma vez, uma menina muito linda e legal que estava atrás de seus sonhos e desejos. Ela era inteligente, esperta, espontânea, carinhosa, amorosa, enfim, especial.

Estava no inicio de sua vida independente e tinha muitos amigos e colegas. Sempre foi muito querida pelas pessoas próximas e por toda sua família.

Teve uma boa educação e sua estrutura familiar era bastante estável e confiável. Sua vida profissional estava começando e sua vida academica estava a todo vapor, aprendendo muitas coisas importantes para seu futuro.

Certo dia ela conheceu, via internet, um menino que era amigo de um amigo e começaram a conversar bastante para se conhecerem. Eles perceberam que suas conversas eram muito legais e sempre tinham interesses em comum. Também viram que um aprendia muito com o outro e a troca de experiencias era sempre intensa e sincera.

Decidiram depois de um tempo se conhecer pessoalmente e marcaram um dia, como outro qualquer. Este dia, na verdade, era o dia que mudaria para sempre suas vidas e seus destinos. Neste dia todo o universo já estava conspirando para que os fatos que se sucederiam fizessem eles felizes.

Eles viajaram, curtiram, riram, se amaram, se respeitaram, evoluíram, conquistaram coisas. Foram muito momentos felizes, compartilhados, animados, engraçados...mas estava faltando algo.

E sabiam o que estava faltando: Você, Leila!

Esta é a história da mamãe e do papai e, com você aqui do lado, escreveremos outras tantas.

Nossas vidas até hoje foram muito felizes e com sua chegada será mais maravilhosa ainda.

Quero que me ensine a ser um bom pai, pois tenho certeza que você será uma ótima filha.

Te amo muito.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sai pra lá, agonia. Vem pra cá, Leilinha.

Está chegando a hora!

De hoje até o nascimento são (no máximo) 7 dias.

Já está marcado na agenda do obstetra, o hospital foi informado, nós concordamos em fazer cesárea no dia 20/04 as 11:30hs. Só não podemos contar com a Leila, que pode sair a qualquer momento.

Estou falando pra Fê, há algum tempo, não tossir muito forte nem peidar, mas agora, vou até tentar provocar gases....

Nós sempre quisemos o parto normal, por diversas razões, se são corretas ou não são outros 500. Só que esquecemos de combinar com a Leiloca e ela parece que puxou a preguiça da mãe, já que não dá nem sinais de querer sair. Concordo que deve estar bem gostoso dentro da pança mas (sempre falo à ela) aqui fora vai ser muito melhor pois terá muito beijo, abraço, carinhos e mimos.

A ansiedade está aumentando tanto que está cada vez mais difícil manter a rotina (tá, assumo que a falta de tabaco está contribuindo mas estou firme!). Trabalho, kung fu, tv, internet, bah! Tá tudo chato. Só penso na pequena que está chegando.

Meu humor no trabalho (que já não era dos melhores) está horroroso. Estou sem paciencia para nada e cada vez que o telefone toca, já procuro a chave da moto.

Pra piorar, neste mês já nasceram muitos amiguinhos da Leila: a Tiemy (filha da amiguinha do papai) veio semana passada, a Heloísa (filha da amiguinha da vovó) veio anteontem e o João (filho da amiguinha da mamãe) chega amanhã. Fico repetindo isso para ela, vai que ela fica com vontade de sair. Nem isso tá funcionando.

A maternidade fica a 10 km de casa, mas para fazer o parto as 11:30hs temos que chegar mais ou menos as 08 da matina. Só não podemos esquecer que estamos na megalópole com 7 milhões de automóveis e o caminho, fatalmente (como todos os dias), estará cheio... Para mitigar isso, estou pensando em dormir em algum hotel próximo da maternidade, mas admito que é muita loucura e ansiedade e estou quase descartando a idéia. Até porque, dormir de terça para quarta vai ser hiper difícil (isso se dormir). Até lá decidimos.

Bom, escreví este post apenas para registrar a agonia que estou sentindo.

E que venha a Leilinha!!!!